domingo, 3 de abril de 2011

Mia Wallace

Ela é esposa do chefe de uma gang de traficantes, um dos caras mais poderosos do país. Ela faz parte da gang, mas de uma maneira mais neutra... Ela e o marido têm uma boa relação...ela sabe que pode confiar nele. É uma relação segura e madura, parceiros no crime! porém, ele não vai todos os dias pra casa lhe fazer massagens e jantar. Eles não saem nos fins de semana para a casa da família, ou com os amigos em algum bar para beberem, e quando voltarem, bêbados, fazerem sexo e depois rirem contando seus dias um para o outro. Ela pode ter tudo. Mas na verdade ela só queria uma companhia para um bar temático de rock n roll, para conversar e se divertir. O marido lhe dava casa, comida, e os mais caros perfumes que a França já Fez... mas não lhe dava um sorriso de manhã, nem lhe pedia para dançar no auge da bebedeira de um sábado a noite.

O que faz eu me identificar com Mia Wallace? Não, eu não tenho um marido desses, mesmo por que eu não me casaria com uma pessoa dessas. O que me assemelha a Mia é a forma como ela tenta aproveitar uma única noite com Vicent Veja...pq ela sabe que aquela noite será única, e demorará muito para ter uma igual a essa. Então ela dança Chuck Berry na frente de todos do bar, ela se droga para aumentar o efeito da felicidade do momento, ela dança sozinha “Girl, You'll Be a Woman Soon” por que não tem ninguém vendo...e se tivesse também não ligaria...ela está bêbada e não realmente não liga! Ela só quer fazer o que tem vontade naquele momento. Ela está esperando Vicent Vega voltar do banheiro..quem sabe role alguma coisa? Ela quer que aconteça. Ela quer algo diferente, pelo menos uma noite. ela aproveita cada segundo, por que ela sabe que não vai se repetir... Tudo bem, ela acaba inconsciente tendo que tomar injeção de adrenalina... mas no fim das contas, ela abre um sorriso sabendo que tudo valeu a pena.

Vai que é tua Mia Wallace!

sábado, 2 de abril de 2011

Eu que tanto quis guardar meus dias...



Eu me lembro... saindo do cursinho pré vestibular debaixo de chuva...nem ligava! O centro de Guarulhos estava cheio, estava muito calor, e as pessoas corriam para fugir da chuva e voltarem pra casa... e eu corria também, mas era pra chegar logo na W e encontrar os “amigos”.

Era assim tão simples, pessoas que você conhece um dia de show, bebe cerveja, conversa 5 minutos e diz que conhece! Assim eram feitas as amizades em 2005. Hoje em dia eu não sei como é. Eu realmente não sei como é.

Naquele dia cheguei na W, nunca tinha ido lá...nunca fui de sair muito. Vivi minha infância e metade da minha adolescência sendo vetada de muitas coisas pela minha mãe... aproveitava até o ultimo os momentos que tinha de liberdade... esse era um! Lá estava eu...com pessoas que eu considerava legais e “descoladas” confesso, minha mentalidade ainda imatura da época me fazia querer ser igual a elas. E naquele momento, eu era.

Eram 6 bandas, me lembro que as meninas da escola estavam lá, e elas conheciam os caras de uma das bandas, uma banda de ska realmente muito legal até hoje... eles iam tocar naquele dia, e naquele momento eu também sentia que “conhecia” eles, mesmo sabendo que nunca tinha conversado com nenhum integrante da banda. Não sabia seus gostos nem seus desgostos... mas quem liga para saber sobre a outra pessoa quando se tem 17 anos e cerveja a 2 reais?

Eu estava lá para ver o dance of days. Essa banda fez parte da minha adolescência e definiu muita coisa na minha vida. Acho que penso como penso hoje por conta deles. Não sei se devo agradecê-los, ou amaldiçoá-los... mas naquele momento, em 2005...era tudo o que eu mais amava! Tudo oque me fazia sentir completa e compreendida. Eles não falavam o que eu queria ouvir... e eu acho que essa era a magia... Na verdade a maioria das pessoas presentes tinham algo em comum: eram diferentes! Diferentes do estereótipo de pessoa normal da sociedade. “Nós” éramos as pessoas que fingiam não se importar em não ter aceitação das pessoas da nossa família. O dance of days tocava no nosso ponto fraco. E gostávamos disso. Pode parecer estranho pra uma pessoa considerada normal e cheia de hipocrisia, mas para nós, que sabíamos que a vida é baseada em instintos, compreendíamos... nós gostávamos da dor. Gostávamos de ouvir as palavras que traduziam aquilo o que sentíamos... os momentos de angustia, de felicidade, de esperança, estavam todos ali nas letras do dance of days... e como eles diziam: A dor é tão glamurosa assim, afinal. Bem isso. A gente gosta de sofrer. É bonito. É poético. É diferente. Esse sorriso que a gente estampa no rosto hoje, é falso...e hoje eu sei disso, pq eu sou mais uma das pessoas que sai de roupa social todos os dias 06h da manhã pra ganhar a vida.

Não contei pra vocês... antes desse dia... o flyer da foto foi arrancado da loja que vendia os ingressos do show. Eu e a Camila, minha melhor amiga (e digo isso de coração...não era minha melhor amiga da época, é minha melhor amiga da vida. A melhor que tive. A vida nos separou, rotinas diferentes...mas sempre que encontro ela, é como se encontrasse uma parte de mim que fica faltando diariamente...) arrancamos o flyer nos sentido “ as rebeldes” hahahaha como era divertida essa sensação besta... como se fosse um crime horrendo! Rs bobas, infantis, adolescentes...

Esse dia foi divertido. Fiz questão de guardar o cartaz.Colei na porta do meu quarto em seguida. Estava lá até 10 minutos atrás. Há 6 anos...

Foi uma época divertida da qual tenho muita saudade e lembro com lágrimas nos olhos... de fechar os mesmos para cantar “instantes”. Nostalgia... é a palavra que mais me define...eu sou a pessoa mais nostálgica que eu conheço, e isso me emociona. É verdadeiro, sincero, puro. E como pode ser sincera a saudade de uma época onde tudo era mentira? Pq tudo passou... tudo era temporário... Hoje aquelas pessoas estão em lugares diferentes, com pessoas diferentes, tiveram rumos diferentes, umas tiveram filhos e tem que se virar para criá-los pela falta de estrutura que essa vida rock n roll os jogou, outras estão jogadas às traças nas drogas, outras continuam vivendo a adolescência, insistindo em vivê-la pra sempre...simplesmente por medo ou preguiça! e outras cresceram e resolveram se render ao mundo adulto, como eu. Ninguém é amigo de ninguém... Todos estão em busca da felicidade individual. Cada um faz aquilo o que lhe faz bem naquele momento... mas o momento passa, e a gente precisa tocar a vida, reciclar pensamentos e reciclar as pessoas...

Hoje, eu tenho 23 anos...não se passou tanto tempo assim... mas muitas coisas aconteceram nesse tempo, e eu me vejo ainda uma criança, encontrando a felicidade nas coisas mais simples da vida...e buscando eternamente se sentir parte de alguma coisa, buscando o conforto... acho que me apego demais às pessoas... São vestígios da minha adolescência... E o pior, é que minha personalidade não me deixa ser assim...tenho uma dificuldade enorme de me relacionar com as pessoas...sou tímida, fechada, inibida, insegura... por mais que tente mostrar o contrário... Saio todos os dias de manhã pra trabalhar em um lugar aonde eu adoro! Lá eu me sinto parte de um grupo. Adoro as pessoas que trabalham comigo, e hoje considero-os amigos... mas se eu sair de lá, eu sei que dificilmente vou manter a amizade com essas pessoas...Por que? Porque eu tenho a terrível mania de ser egoísta às vezes. Eu penso muito em mim, e quero fazer o que me faz feliz, mesmo que isso me afaste das pessoas importantes. Na hora não ligo...mas depois eu sofro as conseqüências... Hoje estou aqui, não arrependida, mas pensativa... sei que nada volta a ser como antes, e não quero que volte pois hoje eu tenho outra vida, penso diferente...e às vezes quando eu encontro algumas pessoas “daquela época” eu não me sinto bem percebendo que elas não mudam...que continuam na mesma vida sem futuro, porém divertida. Não sei o que é melhor, cada um sabe de si, não posso julgar ninguém, só que isso não faz mais parte dos MEUS planos. Mais uma vez aqui estou eu... pensando em deixar as pessoas que me divertem, para curtir minha individualidade. Porém, as pessoas precisam de contato pessoal, precisam ter vc sempre por perto ... eu sou chata! Enjôo fácil, gosto da liberdade, mas não gosto da solidão. Mas com o tempo percebi que, no meu caso, uma coisa puxa a outra. Eu tenho sérios problemas com pessoas novas, e demoro para criar uma intimidade... mesmo me apegando fácil, vcs estão me entendo? Acho que não... como uma pessoa que diz que se apega fácil, diz que demora pra criar intimidade? Pois é amigos...não tentem entender...eu sou uma contradição estranha de mim mesma... O status da minha personalidade é simplesmente “estranha”.

Só sei que hoje me vejo da seguinte forma: FOREVER ALONE.

Essa é a gíria da internet que inventaram... Quem inventou? As mesmas pessoas que se sentem iguais a mim... sozinhas e presas a um computador, vendo as outras pessoas serem felizes e se divertirem, enquanto você continua aí só lembrando de uma época em que a vida era divertida.

Ninguém me disse que seria fácil, mas eu não queria acreditar, sempre achei que seria se continuasse levando a vida sorrindo...

O rock vive em mim ainda e tenho vontade de sair, cantar e dançar rock n roll pela madrugada de São Paulo do jeito que amo fazer! e tudo o que eu queria era não me sentir tão sozinha assim...

Mas é o preço.

Nada muda

A solidão da minha infância me fez assim...e logo depois, a loucura da minha adolescência.... hoje estou aqui, adulta e tentando buscar o equilíbrio entre essas duas fases. Tentando me mudar e ao mesmo tempo me aceitar. Mas é tão difícil fazer isso sozinha...

Acho estranho a forma como eu adoro ver desenho animado, falar de coisas bobas, dar risada de coisas simples e ao mesmo tempo ser madura e responsável demais pro meu gosto... O problema sou eu por crescer, ou as outras pessoas por acharem que o rock é diversão pra sempre e foda-se o resto? (afinal quem precisa de trabalho, responsabilidade, estabilidade e respeito pela família quando se é adolescente?)

Acho que ando muito na internet... mas pensem bem, é o que me resta, não é mesmo?

“ quem disser que a solidão não planeja seus golpes desconhece-lhe os fins...”


Vídeo: Instantes - Dance of Days

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há!

Esses dias próximos ao meu aniversário me fazem refletir, acho que isso acontece com todos.

Porém, creio que esses 23 anos serão mais diferentes do que eu pensava.

Ando com uma sede tão grande de mudança, de querer viver tudo, fazer tudo. Ao mesmo tempo, uma tristeza de saber que todo o meu esforço pode ser em vão. Que eu poderia fazer outras coisas ao invés de me dedicar com faculdade e poupar dinheiro para investir no meu futuro, ou ao menos pensar no meu futuro, sendo que ele possivelmente nem existirá.

Acho que é por que acredito nesse negócio de 2012. por vários motivos, várias evidências, coisas que leio, estudo e escuto sobre o assunto, ou talvez seja só uma intuição ou insegurança. Mas essa minha felicidade doida e vontade de viver tudo de uma vez é na verdade um medo escondido. Medo do que vai acontecer, medo da dor, medo de sofrer, de morrer, medo por minha família, por meus amigos, um medo enorme do que pode vir, e eu acredito que aconteça no ano que vem... é uma vontade de viver tudo o que eu puder esse ano pois sei que depois disso vou morrer. Porém isso não diminui o meu medo e a minha tristeza em pensar no desespero que será no dia em que verei todas as pessoas que eu amo morrerem na minha frente. Devia tentar viver e ser feliz ao máximo, e por mais que eu faça isso durante esse ano, essa angústia sempre vai estar comigo, e eu saberei que estarei me divertindo PORQUE pode ser a ultima vez. É triste. É conformado. E até infantil. Mas é verdade.

Eu devia sair torrando dinheiro com tudo e sendo feliz já que meus dias estão contados... mas meu ponto FRACO sempre foi a esperança, sempre acreditar que as coisas poderiam ser diferentes. Vai que eu estou errada? Vai que nada acontece? Vai que a vida continua...e eu espero que continue, mesmo sabendo que isso não acontecer, tomara que eu esteja errada mais uma vez.


domingo, 10 de outubro de 2010


Vamos aos fatos: O lado ruim de ser uma mulher solteira, independente e diferente, é que na maioria das vezes você é sozinha!

Não dá pra negar... eu não me importo em não ter namorado ou alguma coisa do tipo, mas quando não tenho meus amigos, é um martírio. É a única coisa que me resta sabe? A única mesmo.

Eu não gosto da solidão, gosto da liberdade, é diferente.

Não gosto de me prender e depender de alguém pra tomar qualquer decisão que seja... mas parece que as pessoas gostam disso! Por que essas pessoas, são as que estão sempre “no meio do babado” ...desculpa, mas eu cansei disso. Aprender a ser feliz sozinha é minha luta diária.

Acho que interpretam as coisas errado. Eu gosto de fazer as coisas sozinha, oque eu quero na hora que eu quero. Isso não quer dizer que eu gosto de não ter companhia pra nada.

Meu humor é meu refúgio, tento levar as coisas na brincadeira, ver o lado cômico de tudo, pois se eu levasse a minha vida a sério, com tudo oque há de ruim e pesado nela...tudo ficaria ainda mais complicado.

A impressão que tenho é que as pessoas vêem em mim, uma menina doida que não se importa com nada, que eu sou uma metida à comediante que não tem seus dias ruins... não é bem assim, se eu não tentar fazer graça com a minha desgraça, oque vai acontecer? Não tenho ninguém pra me segurar quando eu caio, então é mais fácil levantar e rir da queda.

Quanto mais eu tento crescer e ter amor próprio..fica mais difícil conviver com essa solidão. É tudo fake...

Eu não consigo mudar os 22 anos que me fizeram ser assim...anti-social, confusa, atrapalhada e medrosa, insegura... Tudo é reflexo de muita coisa que aconteceu, que não me convém contar aqui, mas que hoje, me faz assim...cada vez mais sozinha.

Ok, minha cerveja ta acabando...

Chorar adianta, só se for bastante, até desidratar.


Botaoteca - Instant Button Paulinho Rola